
A SANIDADE DE VOLTA – Síndromes e Psicopatologias
Alcoólicas “Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à SANIDADE”. 2º Passo de Alcoólicos Anônimos.
Síndrome é o termo médico usado para descrever um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem juntos e caracterizam uma condição ou condição específica, independentemente de sua causa. A palavra vem do grego "syndromé", que significa "confluência" ou "junção", refletindo a ideia de sinais que se juntam para formar um quadro clínico.
Psicopatologia é uma disciplina científica que estuda a doença mental em seus vários aspectos: suas causas, as alterações estruturais e funcionais relacionadas, os métodos de investigação e suas formas de manifestação (sinais e sintomas).
Psicopatologias alcoólicas O alcoolismo está ligado a diversas psicopatologias, sendo comum a comorbidade (diagnóstico simultâneo) com transtornos como ansiedade e depressão, criando um ciclo vicioso onde os sintomas de um pioram o outro. O uso do álcool também pode desencadear transtornos psicóticos (psicose), síndromes amnésicas como a de Korsakoff, e contribuir para a ocorrência de suicídio e criminalidade. Além disso, o consumo excessivo pode causar o próprio transtorno por uso de álcool (TUA), caracterizado por dependência, uso nocivo e síndrome de abstinência, que afeta a vida social e profissional do indivíduo.
Sanidade 1. qualidade ou virtude do que é são. 2. conjunto de condições que conduzem ao bem-estar e à saúde; higiene, salubridade.
Adicção (1) => Do latim addictionem. Ato ou efeito de aderir. Adicção a droga ou a álcool define o uso repetido de uma ou mais substâncias psicoativas, a tal ponto que o usuário (designado como um adicto) fica periódica ou permanentemente intoxicado, apresenta uma compulsão para consumir a substância preferida (ou as substâncias preferidas), tem grande dificuldade para interromper ou modificar voluntariamente o uso da substância e demonstra uma determinação de obter substâncias psicoativas por quaisquer meios. Numa situação típica, a tolerância é proeminente e quando o uso da substância é interrompido frequentemente ocorre uma síndrome de abstinência. A vida de um adicto pode ser dominada pela substância a ponto de uma virtual exclusão de todas as demais atividades e responsabilidades. O termo adicção também tem a conotação de que o uso de tal substância tem um efeito negativo para a sociedade, além de para o indivíduo; quando aplicado ao uso do álcool, é equivalente a alcoolismo. Adicção é um termo antigo e de uso variado. É considerado por muitos como uma especialidade especifica da medicina, um transtorno debilitante baseado nos efeitos farmacológicos da droga, implacavelmente progressivos. De 1920 a 1960 houve tentativas para se diferenciar adicção de “hábito”, uma forma menos grave de adaptação psicológica. Nos anos 1960 a Organização Mundial da Saúde recomendou que ambos os termos fossem abandonados em favor de dependência, que pode existir em vários graus de gravidade. http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Publicacoes/327615.pdf
Alcoolismo => Dipsomania (do grego dipsa, ‘sede’ + mania). O alcoolismo resulta do abuso de bebidas alcóolicas, que podem ser bebidas fermentadas, como o vinho, a cerveja, a cidra, etc., ou bebidas destiladas, como a aguardente, os licores, os aperitivos, etc. No decorrer da digestão, o álcool não experimenta nenhuma transformação. Atravessa a mucosa intestinal e passa, tal e qual, para o sangue da veia porta hepática. O excesso de álcool no sangue provoca o alcoolismo que pode ser ocasional ou crónico. A seguir à ingestão de uma bebida alcoólica, o sangue e, por conseguinte, quase todos os órgãos são mais ou menos impregnados de álcool. Esta impregnação pode ser medida pela alcoolemia, isto é, o número de gramas de álcool por litro de sangue. Em jejum, a absorção do álcool é rápida e a alcoolemia atinge rapidamente um valor elevado. Bebido com a refeição, o álcool mistura-se com os alimentos, sendo absorvido mais lentamente, e a alcoolemia é mais baixa. Bebido em jejum (por exemplo, um aperitivo), o álcool é mais nocivo do que quando acompanha uma refeição. Podemos distinguir duas formas de alcoolismo: o alcoolismo agudo ou embriaguez e o alcoolismo crónico ou etilismo. Esta última forma é mais discreta, mas também mais vulgar. É a forma mais perigosa de intoxicação alcoólica e uma das maiores causas de decadência física e psíquica. O alcoolismo agudo ou embriaguez é consequência do consumo ocasional de grande quantidade de bebidas alcoólicas. A elevação rápida da taxa de álcool no sangue desencadeia alterações no comportamento cuja importância varia conforme os indivíduos (uns têm um “vinho alegre”, outros um “vinho triste”) e a taxa de alcoolemia atingida. As alterações observadas são sempre devidas à ação direta do álcool nos diferentes centros do encéfalo. Quando a alcoolemia ultrapassa os 3,4 g/l, ocorre o coma alcoólico, que pode terminar na morte. O alcoolismo crónico, embora resulte de uma repetição muito frequente da embriaguez, está presente na generalidade dos consumidores que bebem diariamente uma quantidade de álcool superior àquela que o organismo pode tolerar. A natureza da bebida tem pouco significado, o que conta é a quantidade de álcool ingerido e a duração da intoxicação. Numerosos órgãos são atingidos pela ação do álcool: coração, vasos sanguíneos, pulmões, tubo digestivo, glândulas endócrinas, sistema nervoso, etc. O fígado e o cérebro são os órgãos mais sensíveis à intoxicação alcoólica e a sua alteração é causa de numerosas mortes, cujo número permite avaliar o grau de alcoolismo de uma população. O alcoolismo é uma verdadeira doença, caracterizada pela dependência do indivíduo relativamente ao álcool. Começa por um consumo “normal” de álcool, mas, pouco a pouco, por razões psicológicas ou sociais (condições de trabalho, “código de boas maneiras” a respeitar, falta de vontade, facilidade em adquirir bebidas alcoólicas, etc.), o álcool torna-se uma verdadeira droga. O bebedor torna-se “escravo” da bebida. Para manter um comportamento normal tem necessidade de uma certa quantidade de álcool no sangue. A tolerância do seu organismo aumenta, a sua necessidade cresce progressivamente e aparecem perturbações graves no caso de uma paragem abrupta da bebida. O álcool é o instrumento do alcoolismo, mas não a causa da doença. Isto porque o tratamento do doente não consiste unicamente em deixar de beber e fazê-lo perder o gosto pelo álcool, mas também em procurar as motivações profundas que estão na origem desse abuso de bebidas alcoólicas. É impossível tratar um alcoólico se ele não quiser.
Alucinação => Alucinação é a percepção real de um objeto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Dizemos que a percepção é real, tendo em vista a convicção inabalável que a pessoa manifesta em relação ao objeto alucinado, portanto, será real para a pessoa que está alucinando. Sendo a percepção da Alucinação de origem interna, emancipada de todas variáveis que podem acompanhar os estímulos ambientais (iluminação, acuidade sensorial, etc.), um objeto alucinado muitas vezes é percebido mais nitidamente que os objetos reais de fato. Tudo que pode ser percebido pode também ser alucinado e isso ocorre, imaginativamente, com maior liberdade de associações de formas e objetos. Na Alucinação, por exemplo, um leão pode aparecer de asas, ou um caracol que cavalga um ouriço. O indivíduo que alucina pode ter percebido isoladamente cada umas das formas e, mentalmente, combinado umas com as outras. As alucinações podem manifestar-se também através de qualquer um dos cinco sentidos, sendo as mais frequentes as auditivas e visuais. O fenômeno alucinatório se diferencia da ilusão no que tange à existência de estímulo externo já que na Alucinação não há estímulo e na ilusão o estímulo é percebido de forma deformada, ou em uma simplificação a ilusão é um “engano” dos sentidos. O fenômeno alucinatório tem conotação muito mais mórbida que a ilusão, sendo normalmente associado a estados psicóticos que ultrapassam a simplicidade de um engano dos sentidos. Na Alucinação o envolvimento psíquico é muito mais contundente que nos estados necessários à ilusão. http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=103
Amnésia => Perda ou perturbação da memória (completa ou parcial, permanente ou temporária), atribuível tanto a causas orgânicas como a psicológicas. A amnésia anterógrada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências subsequentes a um incidente causal, após a recuperação da consciência. A amnésia retrógada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências que precederam um incidente causal. Ver: Síndrome de Wernicke – Korsakoff Ver: Apagamento
Ansiedade => Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc. Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato. Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica. Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua autoestima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar. A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira. Delírio => Na psiquiatria, estado de obnubilação da consciência (deslumbramento ou trevas), com ilusões ou alucinações de caráter onírico (sonhos), agitação ou estupor, que ocorre nas moléstias infecciosas, nas intoxicações, em certas doenças mentais e em caso de febre alta. Delirium-tremens => Forma de delírio agudo de que é acometido quem sofre de alcoolismo crônico, quase sempre por ocasião do aumento ou da suspensão brusca da bebida, e caracterizada por tremores, agitação, suores e alucinações terrificantes. É uma síndrome orgânica cerebral aguda caracterizada por perturbações concomitantes da consciência, da atenção, da percepção, da orientação, do pensamento, da memória, do comportamento psicomotor, das emoções e do ciclo sono-vigília. A duração é variável, de poucas horas a poucas semanas e a gravidade varia de leve até muito grave. A síndrome de abstinência induzida pela retirada do álcool com delirium é conhecida como delirium tremens. O início do delirium tremens ocorre usualmente 48 horas ou mais após a suspensão ou a redução do consumo de álcool, mas pode apresentar-se até uma semana após este período. Deve ser distinguido da alucinose alcoólica, que nem sempre é um fenômeno da abstinência. Ver: Síndrome da Abstinência
Demência alcoólica => Um termo de uso variado; mais comumente designa um transtorno crônico ou progressivo resultante de um beber arriscado, caracterizado pelo comprometimento das múltiplas funções corticais superiores, incluindo memória, raciocínio, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem e juízo crítico. A consciência não se turva. As perturbações cognitivas são usualmente acompanhadas de deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação. A existência da demência alcoólica como uma síndrome específica é posta em dúvida por alguns que atribuem a demência a outras causas. http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Publicacoes/327615.pdf
Depressão => É um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar). O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor “triste”, que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos duas semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento. http://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosa
Embriaguez => (Do latim ebriācu-, “ébrio”, pelo português antigo embriago[= embriagado]+ez). Estado de excitação e de descoordenação dos movimentos provocado pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas ou de outras substâncias tóxicas; bebedeira, embriagamento, borracheira, ebriedade. Entusiasmo. Enlevo; êxtase. Segundo uma lenda árabe, a embriaguez divide-se em três fases caracterizadas pelos seguintes animais: o macaco, o leão e o porco. 1. Fase de excitação (macaco) - a pessoa apresenta um comportamento inquieto, falante, mas ainda consciente de seus atos e palavras e, além disso, às vezes consegue atingir níveis de persuasão - por estar mais eloquente - que talvez não fosse capaz antes. 2. Fase de confusão (leão) - quando o embriagado torna-se eventualmente (dependendo do temperamento da pessoa) nocivo: fica voluntarioso, age irrefletida e violentamente. 3. Fase superaguda (porco) - dá-se a embriaguez completa, provocando o coma ou sono, onde o perigo representado dá-se apenas quanto ao próprio indivíduo que, sem mais freios, cai em toda parte, descuida completamente de sua higiene, como o bêbado contumaz. https://pt.wikipedia.org/wiki/Embriaguez
Neurose => O termo neurose (do grego neuron (nervo) e osis (condição doente ou anormal)) foi criado pelo médico escocês William Cullen em 1787 para indicar “desordens de sentidos e movimento” causadas por “efeitos gerais do sistema nervoso”. Na psicologia moderna, é sinônimo de psiconeurose ou distúrbio neurótico e se refere a qualquer transtorno mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Essa é uma diferença importante em relação à psicose, desordem mais severa. Neuroses são quadros patológicos psicogênicos (ou seja, de origem psíquica), muitas vezes ligados a situações externas na vida do indivíduo, os quais provocam transtornos na área mental, física e/ou da personalidade. De acordo com a visão psicanalítica, as neuroses são fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes. O que distingue a neurose da normalidade é assim 1) a intensidade do comportamento e 2) a incapacidade do doente de resolver os conflitos internos e externos de maneira satisfatória. http://pt.wikipedia.org/wiki/Neurose
Obsessão => Do latim obsessione. Preocupação com determinada ideia, que domina doentiamente o espírito, e resultante ou não de sentimentos recalcados; ideia fixa; mania. Paranoia alcoólica => Um tipo de transtorno psicótico induzido pelo álcool no qual se destacam os delírios de auto referência ou persecutórios. O ciúme alcoólico é algumas vezes incluído como uma forma de paranoia alcoólica.
Psicose => Estado mental mórbido (doente) caracterizado por desvios que acarretam comportamentos antissociais. Ideia fixa; obsessão. É um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa “perda de contato com a realidade”. Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranoide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de “crítica” ou de “intuição” que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do comportamento. Desta forma surgem também, nos momentos de crise, dificuldades de interação social e em cumprir normalmente as atividades de vida diária. http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicose
Ressaca => Um estado pós-intoxicação que inclui os efeitos imediatamente posteriores à ingestão de bebidas alcoólicas em excesso: Os componentes não-etílicos das bebidas podem estar envolvidos em sua etiologia. Os aspectos físicos podem incluir fadiga, cefaleia, sede, vertigem, transtornos gástricos, náusea, vômitos, insônia, tremores finos das mãos e pressão arterial elevada ou diminuída. Os sintomas psicológicos incluem ansiedade aguda, culpa, depressão, irritabilidade e sensibilidade aumentada. A quantidade de álcool necessária para produzir ressaca varia com a condição mental e física do indivíduo, embora geralmente quanto mais alto o teor alcoólico no sangue durante o período de intoxicação, mais intensos os sintomas subsequentes. Os sintomas também variam com a atitude social. Usualmente, a ressaca não dura mais que 36 horas depois que todos os traços da bebida deixaram o organismo. Alguns dos sintomas da ressaca são similares aos da síndrome de abstinência do álcool, mas o termo ressaca é reservado usualmente aos efeitos posteriores a um episódio único de beber e não implica, necessariamente, nenhum outro transtorno por uso de álcool. http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Publicacoes/327615.pdf
Síndrome de abstinência => O consumo intenso de álcool por longos períodos leva ao aparecimento de sintomas de abstinência. A síndrome de abstinência inicia-se horas após a interrupção ou diminuição do consumo de álcool ou drogas. Os tremores de extremidade e lábios são os mais comuns, associados a náuseas, vômitos, sudorese, ansiedade e irritabilidade. Casos mais graves evoluem para convulsões e estados confusionais, com desorientação temporal e espacial, falsos reconhecimentos e alucinações auditivas, visuais e táteis Isso é denominado delirium tremens. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/drogas/alcool1.php
Síndrome de Wernicke-Korsakoff (1) => Afeta os alcoólicos e outras pessoas com desnutrição. A síndroma consiste na coexistência de duas perturbações: um estado confusional agudo (um tipo de encefalopatia) e uma amnésia de duração mais longa. Ambas as perturbações podem produzir-se como consequência de uma disfunção cerebral causada pelo défice de tiamina (vitamina B1). Quando ocorre uma ingestão excessiva de álcool e não se consomem alimentos que contenham tiamina, diminui o fornecimento desta vitamina ao cérebro. Por outro lado, a ingestão de grande quantidade de líquidos (ou se eles se receberam por via endovenosa em virtude de uma cirurgia) pode também provocar a encefalopatia de Wernicke numa pessoa que anteriormente tinha uma desnutrição acentuada. As pessoas com encefalopatia aguda de Wernicke tendem a gaguejar, apresentam problemas nos olhos (como paralisia dos movimentos oculares, visão dupla ou nistagmo), confusão e sonolência. A perda de memória é muito grave. Estas alterações corrigem-se geralmente administrando tiamina por via endovenosa. Se não se tratar, a encefalopatia aguda de Wernicke pode ser mortal. Por esta razão, é habitual que o tratamento com tiamina se inicie de imediato se um alcoólico manifestar sintomas neurológicos pouco frequentes ou um estado de confusão. A amnésia de Korsakoff acompanha a encefalopatia aguda de Wernicke e pode ser permanente se aparecer como consequência de ataques repetidos de encefalopatia ou então da abstinência alcoólica. A perda grave de memória é acompanhada, às vezes, por agitação e delírio. Na amnésia crónica de Korsakoff conserva-se a memória imediata, mas perde-se a memória para factos recentes ou relativamente distantes. No entanto, às vezes, conserva-se a memória dos factos remotos. As pessoas com amnésia crónica de Korsakoff podem ser capazes de se relacionar socialmente e de manter uma conversa, apesar de não conseguirem recordar nada do que aconteceu nos dias precedentes, meses, anos ou, inclusive, minutos antes. Confundidos por esta falta de memória, tendem a inventar coisas em vez de admitir que não as podem recordar. Embora a amnésia de Korsakoff habitualmente se produza devido a um défice de tiamina, pode também desenvolver-se um padrão similar de amnésia depois de um grave traumatismo craniano, uma paragem cardíaca ou uma encefalite aguda. Nos alcoólicos, a administração de tiamina corrige a encefalopatia de Wernicke, mas nem sempre se consegue o desaparecimento da amnésia de Korsakoff. Há casos em que ambas as perturbações podem desaparecer por si só se se suspender a ingestão de álcool e se instaurar o tratamento de qualquer outro processo que possa contribuir para o seu desenvolvimento.
http://www.manualmerck.net/?id=101&cn=928 http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Publicacoes/327615.pdf
N.T.(1): Em setembro de 1934, por ocasião da terceira internação de Bill W., o Dr. Silkworth, diretor do Hospital Towns, disse a Lois, mulher de Bill W., que temia pela sanidade mental de seu marido, pois já estava desenvolvendo uma encefalopatia conhecida como Síndrome de Wernicke-Korsakoff e que possivelmente não aguentaria mais um ano se continuasse a beber daquele jeito.
Subtipos do CID F10 De acordo com a CID-10, os subcódigos do F10 incluem: F10.0 – Intoxicação aguda F10.1 – Uso nocivo F10.2 – Síndrome de dependência F10.3 – Síndrome de abstinência F10.4 – Síndrome de abstinência com delirium F10.5 – Transtorno psicótico induzido pelo álcool F10.6 – Síndrome amnésica induzida pelo álcool F10.7 – Transtorno psicótico residual ou de instalação tardia F10.8 – Outros transtornos mentais e comportamentais devidos ao álcool F10.9 – Não especificado
Sintomas do Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool Os sintomas variam conforme o subtipo: Intoxicação aguda: fala arrastada, coordenação motora prejudicada, desinibição. Uso nocivo: prejuízos no trabalho, família e saúde física. Dependência: necessidade de doses maiores, perda de controle, fissura intensa. Abstinência: tremores, ansiedade, insônia, convulsões em casos graves. Complicações cognitivas: lapsos de memória, confusão, deterioração cognitiva.